O livro
contado pelo “amor” sobre a história do casal: Caio e Maria Augusta, que apesar
de se conhecerem na infância, despertam uma paixão desenfreada até o fim de
suas vidas. A história é real e se baseia em cartas trocadas pelo casal e
relatos dos mesmos e de seus familiares, escrito por uma de suas filhas,
Adriana Falcão.
Depois de
se conhecerem, eles enfrentam vários obstáculos para ficarem juntos, pois a
família de Maria Augusta resistia a seus encontros com Caio e de vez em quando
à mandava para outro estado do Brasil para separa-los, o que não foi possível,
já que a menina mantinha uma paixão desenfreada pelo mesmo que duraria até o
fim de seus dias.
Ao longo do
namoro as famílias aceitam se conhecer e consequentemente abençoaram o
casamento dos dois. Caio, apesar de ter largado a escola, traçou uma carreira
promissora, se tornando o orgulho de sua família. Eles já haviam tido duas
filhas (Patrícia e Rosina), quando Caio aceitou uma proposta de emprego e como
parte de seu treinamento teria que passar dias fora de casa acompanhando cada
filial da empresa no país, e o que era pra ser a realização de um sonho, passou
a ser um drama sem fim para Maria Augusta, que nunca soube lidar com a
distância do amado.
Maria
Augusta sempre fora exagerada e dramática, por diversas vezes foi salva por
Caio de tentativas de suicídio, até que decidiram interna-la em um sanatório,
apesar de ainda não tolerar a distância do marido, ela se manteve firme até o
fim do seu tratamento e quando retornou para casa tiveram outra filha
(Adriana), que era o símbolo que uma nova vida para o casal, de uma nova
esperança.
Adriana
acabou se tornando a filha favorita de Maria Augusta e dando a responsabilidade
para Caio de manter o equilíbrio entre as outras filhas, mas, os surtos da esposa
não pararam e em um dos últimos que ele presenciou ela acabou perdendo um dedo,
as filhas viram Caio chorar pela primeira vez.
Essa não é
uma história que acaba com final feliz, após duas tentativas, Caio consegue
realizar um suicídio com a ingestão de 400 comprimidos, deixando uma carta para
a família descrevendo sua agonia no trabalho e seus terrores noturnos. Maria
Augusta fica sem chão, passou a aumentar as doses dos medicamentos controlados
e o consumo de bebidas alcoólicas para sobreviver sem o grande amor de sua
vida, até que depois de alguns anos da morte de Caio ela sofre uma overdose
acidental em sua casa, vindo a óbito também.
Considerações finais:
O livro me tocou profundamente e apesar de tratar de assuntos como: suicídio, depressão e outros transtornos psicológicos, a autora os trouxe de forma muito leve, fazendo com que eu me apaixona-se pela história do casal, apesar do final trágico.
Quem segue o blog sabe como eu admiro os autores brasileiros e essa obra não decepcionou!


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