"Não há por que ter cães se nós mesmos somos forçados a latir..."
Sim, de novo aqui estou fazendo mais uma leitura e resenha da nossa querida "rainha do crime", que vem carregando esse título à anos, mas, que nunca deixou de ser merecido.
Nessa história, embarcamos em mais uma aventura de Poirot, narrada por - seu "Dr. Watson" - capitão Hastings. Durante a "aposentadoria" de Poirot, os dois amigos decidem passar um tempo na pacata cidade de St. Loo e logo em sua primeira refeição no hotel, se deparam com a jovem e bela, a Srta. Nick Buckley. Eles tem uma breve conversa com a moça que se mostra solitária e dona de uma grande propriedade, conhecida na cidade como "casa do penhasco" pela sua localização e por estar em más condições apesar de seu charme.
A moça se despede e vai embora, mas esquece seu chapéu, quando o detetive o pega para devolver, repara em uma marca de bala no mesmo e uma capsula de bala no chão, que chamam sua atenção, fazendo-o perceber que a moça teria sofrido uma tentativa de assassinato e que corre risco de vida.
A trama se desenrola em torno da propriedade que seria o maior motivo para o assassinato por passar a impressão que a jovem ainda possui alguma fortuna e com Poirot tentando salvar a vida da jovem, que antes disso já sofrera três tentativas de assassinato, mas, que não estava levando a sério até o alerta do afamado detetive, deixando de lado toda sua aparência de segura e corajosa de lado, passando para um período com tensão e medo de todos de seu círculo social, que são os principais suspeitos.
Considerações finais: Essa história me prendeu do começo ao fim e devo confessar que está na minha lista de favoritos, além de ser o que mais adorei escrito pela Agatha, a genialidade dela de nos enganar do começo ao fim, testando nossas habilidades e nos fazendo duvidar até de nós mesmos é demais
Lendo a respeito
segunda-feira, 15 de julho de 2019
domingo, 7 de julho de 2019
#11 Resenha - Assassinato na casa do pastor (Autora: Agatha Cristie)
Eu sempre inicio com uma citação mas, como primeira resenha de um livro de suspense-investigação, não achei nenhum quote digno de ressalva.
Agatha Cristie, tem dois personagens principais em suas tramas: Poirot e Miss Marple, ambos são mestres na arte da investigação, sendo Poirot um excelente detetive e Miss Marple uma velhinha interiorana que desvenda os mistérios locais.
Nessa obra em especifico, contamos com a presença de Miss Marple que só ganha real importância ao final do livro desvendando o mistério com base em suas observações e experiencias de vida.
O drama começa quando o pastor Leonard Clement (protagonista e narrador da história) recebe um chamado falso de um doente a beira da morte e se locomove até a sua moradia, ao chegar lá percebe que era um trote e que o homem em questão estava bem. Ele volta depressa para a sua casa onde teria uma reunião com o juiz Protheroe, um homem não muito popular em sua cidade, conhecido para severidade de suas sentenças.
Quando chega em seu gabinete, encontra o juiz morto em cima de sua mesa. O juiz era uma pessoa envolta de mentiras, traições e pessoas que o detestavam, dando assim, uma lista infinita de suspeitos, incluindo o próprio pastor, que faz de tudo ao seu alcance para descobrir o real assassino que fez questão em não deixar nenhuma pista.
Não é preciso dizer que a senhorinha Miss Marple foi quem desvendou todo o mistério com as informações que o pastor lhe passará e com suas observações direto de seu quintal com seu binóculo que ela jura ser para observar "os passáros".
O que surpreeende neste livro é que o assassino(a) é a pessoa com mais motivos e mais obvia apresentada desde o início, mas, Agatha faz com que viajamos na história e não imaginamos a verdade até as últimas páginas.
Eu, como fã de Sidney Sheldon acho o ritmo de Agatha um pouco lento, toda vez que está prestes a desvendar algo o personagem se depara com um obstáculo fazendo com que dua tese caia por terra, os detalhes também são pouco descritos, deixando a história "morna", mas não menos surpreendente no final.
Agatha Cristie, tem dois personagens principais em suas tramas: Poirot e Miss Marple, ambos são mestres na arte da investigação, sendo Poirot um excelente detetive e Miss Marple uma velhinha interiorana que desvenda os mistérios locais.
Nessa obra em especifico, contamos com a presença de Miss Marple que só ganha real importância ao final do livro desvendando o mistério com base em suas observações e experiencias de vida.
O drama começa quando o pastor Leonard Clement (protagonista e narrador da história) recebe um chamado falso de um doente a beira da morte e se locomove até a sua moradia, ao chegar lá percebe que era um trote e que o homem em questão estava bem. Ele volta depressa para a sua casa onde teria uma reunião com o juiz Protheroe, um homem não muito popular em sua cidade, conhecido para severidade de suas sentenças.
Quando chega em seu gabinete, encontra o juiz morto em cima de sua mesa. O juiz era uma pessoa envolta de mentiras, traições e pessoas que o detestavam, dando assim, uma lista infinita de suspeitos, incluindo o próprio pastor, que faz de tudo ao seu alcance para descobrir o real assassino que fez questão em não deixar nenhuma pista.
Não é preciso dizer que a senhorinha Miss Marple foi quem desvendou todo o mistério com as informações que o pastor lhe passará e com suas observações direto de seu quintal com seu binóculo que ela jura ser para observar "os passáros".
O que surpreeende neste livro é que o assassino(a) é a pessoa com mais motivos e mais obvia apresentada desde o início, mas, Agatha faz com que viajamos na história e não imaginamos a verdade até as últimas páginas.
Eu, como fã de Sidney Sheldon acho o ritmo de Agatha um pouco lento, toda vez que está prestes a desvendar algo o personagem se depara com um obstáculo fazendo com que dua tese caia por terra, os detalhes também são pouco descritos, deixando a história "morna", mas não menos surpreendente no final.
sábado, 5 de janeiro de 2019
#10 Resenha - Uma curva na estrada (Autor: Nicholas Sparks)
"Eu sabia que aquilo era errado, mas não conseguia parar. Quando fazia essas coisas, ficava me perguntando se eu era um masoquista desejando aliviar a dor que infligira ou se era um sádico, que no fundo gostava do tormento que causara..."
Bom, pelo nome do autor já se pode presumir que não é uma história que deixa a desejar, não é mesmo? E com esse título, apesar de não tão conhecido, não foi diferente, uma história envolvente do começo ao fim!
Tudo começa com a morte de Missy Ryan, que fora atropelada durante uma caminhada noturna, deixando o marido viúvo (Miles) e um filho (Jonah). Miles é subxerife na pequena cidade em que vivem e apesar de ser afastado deste caso por ter laços com a vítima, não deixou de investiga-lo por conta própria, mas assim como a polícia rodoviária que cuidou do caso, ele também não teve sucesso em suas investigações e ninguém jamais descobrira quem estava dirigindo o carro que a atropelou naquela noite.
Dois anos se passam e ele continua tocando a vida com o filho e sem saber quem matou sua muher, até que uma professora nova (Sarah) começa a dar aula na sala de seu filho e uma conversar sobre o mau desempenho escolar do garoto, foi o bastante para que ele se sentisse atraido por ela. Pela primeira vez ele se vira querendo um futuro com outra mulher.
Depois de muitos encontros os dois se veêm apaixonados um pelo outro e o filho Jonah também passa a ficar mais feliz. Porém, nem tudo é perfeito. O autor começa a introduzir pensamentos do criminoso que matou Missy no meio do livro e a descrever seu arrependimento e sofrimento que carrega a 2 anos, apesar de ter fugido do local, ele explica que a mulher fora atropelada pelo simples fato de ter surgido um enorme cachorro atrás dela e no despero para fugir dele invadiu a pista e foi atropelada, em estado de choque o dono do carro fugiu com medo de que ninguém acreditasse.
Ao desenrolar da trama é descoberto que quem matou a mulher de Miles, fora seu atual cunhado Brian, irmão de Sarah, o que faz com que o casal se afaste e briguem bastante, mas, ao perceber que nada traria sua esposa de volta, ele abre mão de denuncia-lo a polícia e reata com Sarah com a condição de que ele e seu filho mantenham distância do irmão dela.
Bom, pelo nome do autor já se pode presumir que não é uma história que deixa a desejar, não é mesmo? E com esse título, apesar de não tão conhecido, não foi diferente, uma história envolvente do começo ao fim!
Tudo começa com a morte de Missy Ryan, que fora atropelada durante uma caminhada noturna, deixando o marido viúvo (Miles) e um filho (Jonah). Miles é subxerife na pequena cidade em que vivem e apesar de ser afastado deste caso por ter laços com a vítima, não deixou de investiga-lo por conta própria, mas assim como a polícia rodoviária que cuidou do caso, ele também não teve sucesso em suas investigações e ninguém jamais descobrira quem estava dirigindo o carro que a atropelou naquela noite.
Dois anos se passam e ele continua tocando a vida com o filho e sem saber quem matou sua muher, até que uma professora nova (Sarah) começa a dar aula na sala de seu filho e uma conversar sobre o mau desempenho escolar do garoto, foi o bastante para que ele se sentisse atraido por ela. Pela primeira vez ele se vira querendo um futuro com outra mulher.
Depois de muitos encontros os dois se veêm apaixonados um pelo outro e o filho Jonah também passa a ficar mais feliz. Porém, nem tudo é perfeito. O autor começa a introduzir pensamentos do criminoso que matou Missy no meio do livro e a descrever seu arrependimento e sofrimento que carrega a 2 anos, apesar de ter fugido do local, ele explica que a mulher fora atropelada pelo simples fato de ter surgido um enorme cachorro atrás dela e no despero para fugir dele invadiu a pista e foi atropelada, em estado de choque o dono do carro fugiu com medo de que ninguém acreditasse.
Ao desenrolar da trama é descoberto que quem matou a mulher de Miles, fora seu atual cunhado Brian, irmão de Sarah, o que faz com que o casal se afaste e briguem bastante, mas, ao perceber que nada traria sua esposa de volta, ele abre mão de denuncia-lo a polícia e reata com Sarah com a condição de que ele e seu filho mantenham distância do irmão dela.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
#9 Resenha - Queria ver você feliz (Autora: Adriana Falcão)
O livro
contado pelo “amor” sobre a história do casal: Caio e Maria Augusta, que apesar
de se conhecerem na infância, despertam uma paixão desenfreada até o fim de
suas vidas. A história é real e se baseia em cartas trocadas pelo casal e
relatos dos mesmos e de seus familiares, escrito por uma de suas filhas,
Adriana Falcão.
Depois de
se conhecerem, eles enfrentam vários obstáculos para ficarem juntos, pois a
família de Maria Augusta resistia a seus encontros com Caio e de vez em quando
à mandava para outro estado do Brasil para separa-los, o que não foi possível,
já que a menina mantinha uma paixão desenfreada pelo mesmo que duraria até o
fim de seus dias.
Ao longo do
namoro as famílias aceitam se conhecer e consequentemente abençoaram o
casamento dos dois. Caio, apesar de ter largado a escola, traçou uma carreira
promissora, se tornando o orgulho de sua família. Eles já haviam tido duas
filhas (Patrícia e Rosina), quando Caio aceitou uma proposta de emprego e como
parte de seu treinamento teria que passar dias fora de casa acompanhando cada
filial da empresa no país, e o que era pra ser a realização de um sonho, passou
a ser um drama sem fim para Maria Augusta, que nunca soube lidar com a
distância do amado.
Maria
Augusta sempre fora exagerada e dramática, por diversas vezes foi salva por
Caio de tentativas de suicídio, até que decidiram interna-la em um sanatório,
apesar de ainda não tolerar a distância do marido, ela se manteve firme até o
fim do seu tratamento e quando retornou para casa tiveram outra filha
(Adriana), que era o símbolo que uma nova vida para o casal, de uma nova
esperança.
Adriana
acabou se tornando a filha favorita de Maria Augusta e dando a responsabilidade
para Caio de manter o equilíbrio entre as outras filhas, mas, os surtos da esposa
não pararam e em um dos últimos que ele presenciou ela acabou perdendo um dedo,
as filhas viram Caio chorar pela primeira vez.
Essa não é
uma história que acaba com final feliz, após duas tentativas, Caio consegue
realizar um suicídio com a ingestão de 400 comprimidos, deixando uma carta para
a família descrevendo sua agonia no trabalho e seus terrores noturnos. Maria
Augusta fica sem chão, passou a aumentar as doses dos medicamentos controlados
e o consumo de bebidas alcoólicas para sobreviver sem o grande amor de sua
vida, até que depois de alguns anos da morte de Caio ela sofre uma overdose
acidental em sua casa, vindo a óbito também.
Considerações finais:
O livro me tocou profundamente e apesar de tratar de assuntos como: suicídio, depressão e outros transtornos psicológicos, a autora os trouxe de forma muito leve, fazendo com que eu me apaixona-se pela história do casal, apesar do final trágico.
Quem segue o blog sabe como eu admiro os autores brasileiros e essa obra não decepcionou!
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
#1 Entrevista - Com o autor Wallery Giscar Desten
Eu tenho a honra de dizer pra vocês que hoje vai rolar a primeira entrevista aqui do blog, com o primeiro autor que realizou parceria com a gente. Wallery Giscar Desten é o autor do livro Ajuste de contas e se você ainda não conferiu a resenha pode encontrar ela AQUI.
Olá, tudo bem? Queria agradecer em nome do blog e dos seguidores o privilégio de conhecer sua obra e agora conhecer mais um pouco sobre quem está por trás dela. Sinta se à vontade para responder as perguntas.
Fiquei curiosa em saber, a escrita sempre fez parte do seu cotidiano ou a obra surgiu repentinamente? Nos conte quando e como surgiu a ideia de escrever um livro.
A ideia de ser escritor surgiu por acaso. Aos quinze anos, uma professora pediu-nos um trabalho que consistia em fazer um resumo sobre algum livro da literatura brasileira. Escolhi Senhora, de José de Alencar. Meu trabalho teve nota máxima e ela o elogiou para toda a turma. Aquilo criou um grande efeito em mim. Comecei a ler mais com a intenção de ser escritor, mas como nem tudo é perfeito na vida, aos poucos fui esquecendo aquela empolgação.
A vida com seus compromissos relegou aquele sonho a segundo plano. E o tempo foi passando. Na verdade, anos se passaram. Terminei o ensino médio e não fui aprovado no vestibular. Passei, então a estudar para concursos públicos. Nesse meio tempo, escrevi apenas poesia e alguns contos toscos. Assim que fui aprovado no primeiro concurso público, fiz vestibular para Letras/Português, pois aquele sonho lá da adolescência voltava a aflorar dizendo-me que eu deveria escrever e o curso correspondia às minhas expectativas. Já havia ganhado alguns concursos literários, mas a literatura ainda não tinha me fisgado de vez. Apesar de ter feito um curso que eu entendia me ajudaria na escrita não me sentia compelido a ter foco na literatura, embora ainda escrevesse. Finalizei o curso de Letras e fui aprovado para outro concurso público. Esqueci a literatura por muitos anos. Formei-me em Direito e em 2015, junho, decidi investir na carreira literária. Desde então leio muito, tanto romances como livros dedicados à escrita criativa, faço cursos voltado para escritores e procuro manter uma rotina de escrita.
Desde aquele dia, naquela sala de uma escolinha do interior do Maranhão, quando ouvi o elogio daquela professora, uma voz me grita ao ouvido que preciso escrever. Creio que era para ter sido mais consistente na minha preparação para a vida literária. Mas viver no Brasil de literatura é um doce delírio e eu tinha na minha mente que precisava primeiro focar na minha vida profissional para só então me dedicar à literatura.
Quando finalizei o curso de Direito, comecei a me preparar novamente para estudar para novos concursos (boa parte da minha vida passei debruçado sobre livros para concurso) eu um dia me vi pensando: O que você gostaria de ter feito ao chegar ao fim da vida, Wallery? E de imediato aquela voz veio, dizendo que em não queria passar a vida lendo manuais de direito e pilhas de processo. Se há uma coisa de que gosto é de ler e escrever. Eu quero ser escritor, esse é meu sonho e estou em busca dele. Quero um dia escrever livros que encantem as pessoas, livros que elas leiam e possam tirar alguma lição para a vida, livros que tenham o poder de arrancar-lhes uma lágrima de felicidade. E é isso que estou buscando. Podemos ser qualquer coisa, mas se não formos aquilo que realmente almejamos, não seremos nada.
É claramente visível que seu livro vem recheado de cultura e modo de vida brasileiros, isso foi proposital? Quero dizer, você quis criar essa representação ou só se baseou no cotidiano nordestino com o qual você parece fazer parte e faz nos sentir nele durante a leitura.
Sim, queria retratar um personagem o mais plausível possível e para isso precisava fazer com que se parecesse o mais próximo possível do real. Para isso li muito a respeito do tema 'pistolagem' para compor o personagem Justino.
De onde veio a inspiração para dar vida a Justino? Ele é alguém que realmente existe ou existiu?
Justino é obra de meus devaneios adolescentes. Quando jovem, gostava de ouvir histórias de pistoleiros cantadas por violeiros e assistia a muitos filmes sobre o tema. Acho que isso acabou influenciando a composição do personagem.
Entrando num assunto mais sério, mesmo estando em pleno 2017, ainda presenciamos diversos tipos de preconceito, não é mesmo ?! É comum vermos ofensas ao povo nordestino em época de eleições nacionais, o que você pode nos falar sobre isso? Você acha que seu livro pode ser usado para ‘quebrar’ esse tabu na cabeça das pessoas? Pois é raro encontrarmos hoje em dia escritores nacionais que falam sobre o próprio país de maneira tão real.
Preconceito é questão de falta de cultura e respeito ao próximo. Antes de falarmos do nordestino ou de qualquer outro devemos lembrar que todos fazemos parte do mesmo povo. Somos, antes de qualquer estereótipo, brasileiros e se alguém tem preconceito é preciso rever os conceitos.
Quanto ao livro, não sei dizer se ele servirá para quebrar algum preconceito. Cada livro tem suas lições. Que cada leitor absorva aquilo que melhor o livro tenha.
E por último, como sou escritor nacional não me vejo escrevendo sobre outra cultura. Minha obra é eminentemente nacional, porque sou nacional e sinto necessidade de valorizar o que é nosso.
E voltando para notícias boas, você pretende lançar mais livros? Nos conte o
que podemos esperar.
Estou finalizando um livro, esse é um romance, mas ainda é cedo para falarmos nele. Vou deixar um pouco de lado o tema sobre pistoleiros e navegar por outros gêneros. Em breve teremos novidades.
Olá, tudo bem? Queria agradecer em nome do blog e dos seguidores o privilégio de conhecer sua obra e agora conhecer mais um pouco sobre quem está por trás dela. Sinta se à vontade para responder as perguntas.
Fiquei curiosa em saber, a escrita sempre fez parte do seu cotidiano ou a obra surgiu repentinamente? Nos conte quando e como surgiu a ideia de escrever um livro.
A ideia de ser escritor surgiu por acaso. Aos quinze anos, uma professora pediu-nos um trabalho que consistia em fazer um resumo sobre algum livro da literatura brasileira. Escolhi Senhora, de José de Alencar. Meu trabalho teve nota máxima e ela o elogiou para toda a turma. Aquilo criou um grande efeito em mim. Comecei a ler mais com a intenção de ser escritor, mas como nem tudo é perfeito na vida, aos poucos fui esquecendo aquela empolgação.
A vida com seus compromissos relegou aquele sonho a segundo plano. E o tempo foi passando. Na verdade, anos se passaram. Terminei o ensino médio e não fui aprovado no vestibular. Passei, então a estudar para concursos públicos. Nesse meio tempo, escrevi apenas poesia e alguns contos toscos. Assim que fui aprovado no primeiro concurso público, fiz vestibular para Letras/Português, pois aquele sonho lá da adolescência voltava a aflorar dizendo-me que eu deveria escrever e o curso correspondia às minhas expectativas. Já havia ganhado alguns concursos literários, mas a literatura ainda não tinha me fisgado de vez. Apesar de ter feito um curso que eu entendia me ajudaria na escrita não me sentia compelido a ter foco na literatura, embora ainda escrevesse. Finalizei o curso de Letras e fui aprovado para outro concurso público. Esqueci a literatura por muitos anos. Formei-me em Direito e em 2015, junho, decidi investir na carreira literária. Desde então leio muito, tanto romances como livros dedicados à escrita criativa, faço cursos voltado para escritores e procuro manter uma rotina de escrita.
Desde aquele dia, naquela sala de uma escolinha do interior do Maranhão, quando ouvi o elogio daquela professora, uma voz me grita ao ouvido que preciso escrever. Creio que era para ter sido mais consistente na minha preparação para a vida literária. Mas viver no Brasil de literatura é um doce delírio e eu tinha na minha mente que precisava primeiro focar na minha vida profissional para só então me dedicar à literatura.
Quando finalizei o curso de Direito, comecei a me preparar novamente para estudar para novos concursos (boa parte da minha vida passei debruçado sobre livros para concurso) eu um dia me vi pensando: O que você gostaria de ter feito ao chegar ao fim da vida, Wallery? E de imediato aquela voz veio, dizendo que em não queria passar a vida lendo manuais de direito e pilhas de processo. Se há uma coisa de que gosto é de ler e escrever. Eu quero ser escritor, esse é meu sonho e estou em busca dele. Quero um dia escrever livros que encantem as pessoas, livros que elas leiam e possam tirar alguma lição para a vida, livros que tenham o poder de arrancar-lhes uma lágrima de felicidade. E é isso que estou buscando. Podemos ser qualquer coisa, mas se não formos aquilo que realmente almejamos, não seremos nada.
É claramente visível que seu livro vem recheado de cultura e modo de vida brasileiros, isso foi proposital? Quero dizer, você quis criar essa representação ou só se baseou no cotidiano nordestino com o qual você parece fazer parte e faz nos sentir nele durante a leitura.
Sim, queria retratar um personagem o mais plausível possível e para isso precisava fazer com que se parecesse o mais próximo possível do real. Para isso li muito a respeito do tema 'pistolagem' para compor o personagem Justino.
De onde veio a inspiração para dar vida a Justino? Ele é alguém que realmente existe ou existiu?
Justino é obra de meus devaneios adolescentes. Quando jovem, gostava de ouvir histórias de pistoleiros cantadas por violeiros e assistia a muitos filmes sobre o tema. Acho que isso acabou influenciando a composição do personagem.
Entrando num assunto mais sério, mesmo estando em pleno 2017, ainda presenciamos diversos tipos de preconceito, não é mesmo ?! É comum vermos ofensas ao povo nordestino em época de eleições nacionais, o que você pode nos falar sobre isso? Você acha que seu livro pode ser usado para ‘quebrar’ esse tabu na cabeça das pessoas? Pois é raro encontrarmos hoje em dia escritores nacionais que falam sobre o próprio país de maneira tão real.
Preconceito é questão de falta de cultura e respeito ao próximo. Antes de falarmos do nordestino ou de qualquer outro devemos lembrar que todos fazemos parte do mesmo povo. Somos, antes de qualquer estereótipo, brasileiros e se alguém tem preconceito é preciso rever os conceitos.
Quanto ao livro, não sei dizer se ele servirá para quebrar algum preconceito. Cada livro tem suas lições. Que cada leitor absorva aquilo que melhor o livro tenha.
E por último, como sou escritor nacional não me vejo escrevendo sobre outra cultura. Minha obra é eminentemente nacional, porque sou nacional e sinto necessidade de valorizar o que é nosso.
E voltando para notícias boas, você pretende lançar mais livros? Nos conte o
que podemos esperar.
Estou finalizando um livro, esse é um romance, mas ainda é cedo para falarmos nele. Vou deixar um pouco de lado o tema sobre pistoleiros e navegar por outros gêneros. Em breve teremos novidades.
Agradeço ao espaço pela oportunidade e desejo sucesso ao blog.
Essa foi a nossa entrevista, espero que tenham gostado, lembrando que você pode comprar o seu Ajuste de contas, na Saraiva.
sexta-feira, 28 de julho de 2017
#8 Resenha - O ladrão de sonhos (Autor: Sidnei Coelho)
"Tudo o que vemos é resultado da mistura de coisas vivas e não vivas. Uma pedra não é viva, mas tem seu lugar determinado e sua importância não é menor do que muitas outras coisas. Esse milagre se repete em cada parte do nosso planeta, não importando se as paisagens são mais belas ou mais simples do que aqui. O certo é que o resultado será sempre o mesmo, uma mistura de vidas maiúsculas e minúsculas que, somadas, resultam em tudo o que podemos contemplar."
O livro nos envolve na história de Lincon Walter, um jovem popular no paraíso de cidade em que mora, por ser inteligente na faculdade, idealizar e criar projetos e ainda ser o melhor nos esportes, mas leva como principal a natação. O pai de Lincon tem muito dinheiro e além do rapaz ter a vida perfeita, ele ainda tem a garota mais bela ao seu lado.
Os irmãos de Lincon também não ficaram pra trás, todos também estavam caminhando para um futuro brilhante. Mas sua irmã Sara era diferente, ela tinha um dom de sentir as coisas e avisara diversas vezes ao irmão que ele enfrentaria dificuldades e ela estaria lá para ajuda-lo, porém ele achava ser loucura de sua irmã e nunca lhe levou a sério.
Mas mesmo com um destino maravilhoso já traçado, como sua irmã previra a ganância e o egoísmo, o levaram a se afastar de todos que o amam, para viver como um mendigo, dentro de uma casa distante e sozinho.
Com seus pensamentos e vida ruins, depois de um tempo Lincon descobriu seu dom. Ele podia entrar e fazer o que quiser com os sonhos de todas as pessoas enquanto dormia e o que poderia ser usado para fazer o bem, acabou se tornando o contrário em suas mãos.
Ele passou a roubar e aprisionar os sonhos de todas as pessoas em seu porão, transformando a cidade em um poço de pessoas deprimidas e sem fé na vida. Lincon não teve piedade nem de seu irmão, que sonhava em se tornar juiz um dia, teve seu sonho roubado por alguém de seu mesmo sangue e perdeu a vontade de ir em busca de seu maior desejo.
Após fazer isso diversas vezes e transformar sua cidade em trevas ele se vê preso em um sonho, sem entende-lo e sem conseguir rouba-lo, Lincon pede ajuda a sua irmã para continuar a destruir a vida de mais pessoas, após 17 anos eles se reencontram, o que mexe com ambos e ela entende que apesar dele ser um monstro, o sonho seja uma nova chance para o irmão recomeçar...
Considerações finais:
O livro nos trás uma forte reflexão de como nossas escolhas não afetam somente a nossa vida, mas também das pessoas que nos amam.
Também retrata que o pensamento positivo e a iniciativa para fazer ou mudar algo sempre vale a pena.
Lincon nos mostra que os bens materiais, não são totalmente satisfatórios e que uma boa companhia pode nos influenciar e mudar nossa vida pra melhor.
Além de tudo, o autor nos leva a enxergar como nosso mundo é belo e como devemos ser gratos por tudo.
Agradeço de coração ao autor parceiro pelo prazer que foi ler essa obra e também pelas lições de vida que adquiri.
Para saber mais sobre o livro, acesse aqui.
Clique aqui para comprar na Americanas ou no Submarino.
O livro nos envolve na história de Lincon Walter, um jovem popular no paraíso de cidade em que mora, por ser inteligente na faculdade, idealizar e criar projetos e ainda ser o melhor nos esportes, mas leva como principal a natação. O pai de Lincon tem muito dinheiro e além do rapaz ter a vida perfeita, ele ainda tem a garota mais bela ao seu lado.
Os irmãos de Lincon também não ficaram pra trás, todos também estavam caminhando para um futuro brilhante. Mas sua irmã Sara era diferente, ela tinha um dom de sentir as coisas e avisara diversas vezes ao irmão que ele enfrentaria dificuldades e ela estaria lá para ajuda-lo, porém ele achava ser loucura de sua irmã e nunca lhe levou a sério.
Mas mesmo com um destino maravilhoso já traçado, como sua irmã previra a ganância e o egoísmo, o levaram a se afastar de todos que o amam, para viver como um mendigo, dentro de uma casa distante e sozinho.
Com seus pensamentos e vida ruins, depois de um tempo Lincon descobriu seu dom. Ele podia entrar e fazer o que quiser com os sonhos de todas as pessoas enquanto dormia e o que poderia ser usado para fazer o bem, acabou se tornando o contrário em suas mãos.
Ele passou a roubar e aprisionar os sonhos de todas as pessoas em seu porão, transformando a cidade em um poço de pessoas deprimidas e sem fé na vida. Lincon não teve piedade nem de seu irmão, que sonhava em se tornar juiz um dia, teve seu sonho roubado por alguém de seu mesmo sangue e perdeu a vontade de ir em busca de seu maior desejo.
Após fazer isso diversas vezes e transformar sua cidade em trevas ele se vê preso em um sonho, sem entende-lo e sem conseguir rouba-lo, Lincon pede ajuda a sua irmã para continuar a destruir a vida de mais pessoas, após 17 anos eles se reencontram, o que mexe com ambos e ela entende que apesar dele ser um monstro, o sonho seja uma nova chance para o irmão recomeçar...
Considerações finais:
O livro nos trás uma forte reflexão de como nossas escolhas não afetam somente a nossa vida, mas também das pessoas que nos amam.
Também retrata que o pensamento positivo e a iniciativa para fazer ou mudar algo sempre vale a pena.
Lincon nos mostra que os bens materiais, não são totalmente satisfatórios e que uma boa companhia pode nos influenciar e mudar nossa vida pra melhor.
Além de tudo, o autor nos leva a enxergar como nosso mundo é belo e como devemos ser gratos por tudo.
Agradeço de coração ao autor parceiro pelo prazer que foi ler essa obra e também pelas lições de vida que adquiri.
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terça-feira, 11 de julho de 2017
#7 Resenha - A caçada de Goya (Autora: Karinna Pimenta)
"Porque nossa missão é muito maior do que pensamos e não se resume a este lugar, nem a esta dimensão. O tempo aqui é somente um sopro diante da eternidade do nosso espírito, que tem o privilégio de poder evoluir nesta experiência terrena."
Gaia é mineira e uma garota comum, que tem sua vida e história viradas do avesso.
Após mais uma noite tendo pesadelos muito reais, sua mãe lhe propõe que viagem até a casa de sua madrinha Tiamorê, que vive em um verdadeiro paraíso no meio da natureza, onde ela ama visitar.
O que ela não imaginava descobrir em suas férias, era que na verdade, teriam que fugir por estar sendo perseguida por uma criatura que ela nem sabia que era possível a existência. Então ela, sua mãe Eme, sua madrinha Tiá e o casal Ednardo e Lazinha, juntamente com a fiel cadela Aliança fogem rumo ao portal que os levará a Vallejabor, a cidade dos Goyas.
Apesar da dificuldade de chegarem ao portal, eles conseguem e Gaia se surpreende ao descobrir o povo Goya, da qual sempre fez parte e que é escolhida para evitar o fim dele, através de sua descendência, por isso ela vinha sendo escondida até que tivesse idade suficiente para fazer sua parte e cumprir a profecia.
Os Goyas são pessoas muito evoluídas espiritualmente, sua aparência depende do estado de espirito e não do tempo que já viveram, por isso eles chegam a viver mais de 200 anos, eles também tem dons incríveis como pressentir as coisas e se transformarem em algum tipo de felino de acordo com sua essência, além disso eles criam plantas capazes de cura-los e protege-los. E a missão de Gaia é evitar a destruição desse povo e uni-los novamente com seus irmãos, os Lobos Negros do Gelo.
Após mais uma noite tendo pesadelos muito reais, sua mãe lhe propõe que viagem até a casa de sua madrinha Tiamorê, que vive em um verdadeiro paraíso no meio da natureza, onde ela ama visitar.
O que ela não imaginava descobrir em suas férias, era que na verdade, teriam que fugir por estar sendo perseguida por uma criatura que ela nem sabia que era possível a existência. Então ela, sua mãe Eme, sua madrinha Tiá e o casal Ednardo e Lazinha, juntamente com a fiel cadela Aliança fogem rumo ao portal que os levará a Vallejabor, a cidade dos Goyas.
Apesar da dificuldade de chegarem ao portal, eles conseguem e Gaia se surpreende ao descobrir o povo Goya, da qual sempre fez parte e que é escolhida para evitar o fim dele, através de sua descendência, por isso ela vinha sendo escondida até que tivesse idade suficiente para fazer sua parte e cumprir a profecia.
Os Goyas são pessoas muito evoluídas espiritualmente, sua aparência depende do estado de espirito e não do tempo que já viveram, por isso eles chegam a viver mais de 200 anos, eles também tem dons incríveis como pressentir as coisas e se transformarem em algum tipo de felino de acordo com sua essência, além disso eles criam plantas capazes de cura-los e protege-los. E a missão de Gaia é evitar a destruição desse povo e uni-los novamente com seus irmãos, os Lobos Negros do Gelo.
Considerações finais:
Eu só tenho a agradecer pela honra de poder ler este livro, que é coberto de detalhes e lições de vida.
Nos mostra como nos transformamos com nossas escolhas, que fazer o bem é sempre a melhor escolha e como é forte o poder de meditarmos e vermos as coisas com calma. Além de mostra que nenhum problema é impossível de se resolver.
O livro contém tantos detalhes e mistérios que nos prende a cada página, Karinna, estou apaixonada pela sua obra e escrita, aguardo pela continuação ou próxima obra e J.K. Rowling que se cuide hein!
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